quarta-feira, 7 de junho de 2017

ABC : Geninho vê ABC suportar pressão e não tem pressa para entrar no G-4.

O ABC derrubou a invencibilidade do Paysandu e voltou a subir na classificação da Série B do Campeonato Brasileiro. A vitória por 2 a 1 nesta terça-feira deixou o Mais Querido com oito pontos e mais próximo do G-4. O resultado garantiu ainda a manutenção da série invicta do clube no Frasqueirão - agora são 34 jogos. Com muitas mudanças na equipe titular, o Alvinegro se impôs em casa e suportou a pressão do Papão no segundo tempo. Para Geninho, a competição ainda segue em ritmo de muitas dificuldades e pode ser dividida em três partes: de avaliação do elenco, de afirmação da equipe e de definição para o acesso. O último trecho do caminho é o desejado pelo Mais Querido, que voltou a vencer o clube paraense após cinco confrontos.
- O que era importante, que era conquistar os três pontos, o ABC conseguiu. Nós começamos bem e fizemos os 2 a 0, mas depois o Paysandu equilibrou, no final pressionou e nós tivemos que fechar o time. A Série B não será fácil para ninguém e eu divido o campeonato em três partes. O primeiro é aquele de avaliação, de análise e ver o que se tem em mãos e se precisa reforçar a equipe, mas, mesmo nessa fase, é preciso pontuar para estar entre os dez primeiros. Esse é o objetivo nessas 13 primeiras rodadas. A segunda fase é de afirmação, com um time mais ou menos ajeitado, se precisar de contratações elas já terão sido feitas. O trecho final, que são os 12 jogos, é da definição e precisa entrar nos quatro primeiros. Não quero estar nos quatro agora, só lá no fim do campeonato, mas, para que isso aconteça, é preciso somar pontos. Hoje (terça-feira), conseguimos fazer isso contra uma equipe que vinha liderando, que estava invicta e que ainda não havia tomado gol. São três pontos para se comemoerar muito - contou Geninho.
Para encarar o Papão, Geninho armou um esquema no meio-campo com Anderson Pedra, que retornava após uma cirurgia na mão esquerda; Zotti, que tem mais qualidade na saída de bola; Echeverría, pelo lado esquerdo; e Gegê, mais centralizado e responsável pela armação. Mas quem ganhou o destaque na visão do treinador alvinegro foi Zotti, que equilibrou o ritmo do Mais Querido em campo. Após a saída do meia, esgotado fisicamente, o time perdeu o fôlego no ataque e perdeu a produção ofensiva.
- A saída do Zotti se deu porque ele morreu fisicamente, em um ritmo de jogo muito forte, e ele estava sendo o equilíbrio no nosso time. Se tivesse que sair alguém antes, eu talvez optasse pelo Gegê, porque o Zotti era o homem da qualidade, que estava enfiando as bolas. Depois da saída dele, nós tomamos um sufoco e a bola começou a passar direto no meio. No fim, a entrada do Jardel foi só para segurar o jogo, tentar o contra-ataque, porque o Paysandu estava apenas com um volante. Mas nós tivemos muitas chances e não soubemos aproveitar. Se tivesse um pouco mais de qualidade no nosso contra-ataque, nós teríamos feito o terceiro gol - completou.
O ABC fechou a quinta rodada na sétima posição, com oito pontos. O Alvinegro volta a campo no sábado, contra o Figueirense, novamente no Frasqueirão. A partida começa às 19h.


FONTE : GloboEsporte.com/RN

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